Pessoa chamou a Bernardo Soares um semi-heterónimo, definição que pode aplicar-se igualmente ao Barão de Teive, por este ser também uma «mutilação» da personalidade do seu criador. O fidalgo encerra as pretensões à aristocracia nutridas por Pessoa, a sua notória timidez, sobretudo no campo do amor, a sua frustração por não conseguir acabar os seus projetos e o seu entranhado vício da razão. É essa implacável razão que, perante tantas ambições irrealizadas ou irrealizáveis, o levará a matar-se. Antes de dar esse passo definitivo, lança fogo a todas as suas obras inacabadas e escreve este seu último manuscrito, A Educação do Estoico, que será, diz ele, não uma confissão mas uma definição de si mesmo.
Fernando Pessoa (Lisboa, 1888-1935), el más complejo y quizás más importante poeta europeo del siglo XX, se ganó la vida como redactor de correspondencia extranjera para empresas comerciales, traductor y vendedor de horóscopos. Escribió par...